O Bloco do Sindsprev/RJ, Filhos da Dívida Pública, desfilou pelas ruas do Centro da Cidade, nesta quinta-feira (12/2), mostrando ao povo a mais que justa reivindicação de que governistas e oposicionistas votem no Senado Federal a favor da população, aprovando o Projeto de Lei (PL) 3.102. A proposta transfere os servidores da rede federal de saúde para a carreira da Ciência e Tecnologia.

Com sambas tradicionais do maior carnaval do mundo, o bloco teve à frente a Bateria da Escola de Samba Furiosa da Costa Verde, e as rainhas da bateria, Áquila e Alessandra, além do mestre-sala Julinho. Faixas e cartazes coloridos davam o recado do enredo deste ano: “Rumo à Carreira da Ciência e Tecnologia – Não aceitaremos menos que isso!”. A diretora de Imprensa do Sindicato, Maria Isabel, lembrou que o PL foi aprovado na Câmara dos Deputados, e seguiu para o Senado, onde o Sindsprev/RJ articula a sua passagem por no máximo duas comissões, uma delas em caráter terminativo, para que não seja necessário ir ao plenário.
“Confraternizar e fortalecer a luta pelo PL da C&T” – “O bloco de maneira irreverente está nas ruas cobrando, com muita alegria e samba no pé, a aprovação do nosso PL 3.102, que garante a ida dos servidores ministério da Saúde para a carreira da Ciência e Tecnologia. Esperamos que os senadores entendam a importância de irmos para a C&T, sendo assim valorizados”, afirmou Isabel. Para a também diretora Ivanilda Ferreira, o bloco tem como finalidade confraternizar, fortalecer as lutas da categoria e também o Sindicato. “E, principalmente, neste momento, lutar para garantir a aprovação do projeto de lei da migração para a carreira da Ciência e Tecnologia”, afirmou.
Folia do Bloco enlouqueceu o Centro da Cidade – O Filhos da Dívida Pública saiu da sede do Sindsprev/RJ às 10h30, passando pela Rua da Lapa, Augusto Severo, Rio Branco, chegando até o prédio do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), representação do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, na Rua México, 128, onde houve a dispersão, às 12h12. Além de faixas em defesa da migração para a C&T, outras defendiam o fim da LGBTFobia, de qualquer tipo de discriminação, colocando no lugar o amor e a paz. Os foliões – diretores do Sindicato, ativistas, além de pessoas da população e turistas que aderiram ao bloco – se esbaldavam na pele de coelhinhas, piratas, almirantes, mexicanos, reis, rainhas e Arlequinas.

Uma das Arlequinas, a diretora do Sindsprev/RJ, Christiane Gerardo, disse que os servidores e servidoras merecem, pelo seu trabalho, a transferência para a C&T. “O governo não pode seguir ignorando a nossa reivindicação. Por isto hoje estamos nas ruas, batucando, sambando e cantando até a porta do DGH na Rua México, 128, pela a aprovação do PL 3.102”, disse.

Barrichelo apoia o PL – No meio do desfile, um personagem inusitado apareceu para ver o Filhos da Pública, sendo flagrado pelos diretores e demais foliões. Era Gilberto Barrichelo, do Grupo Hospitalar Conceição, que passou a administrar o Hospital Federal de Bonsucesso. Perguntado pela diretora Maria Isabel, se apoiava a aprovação do PL 3.102, Barrichelo fez sinal de positivo com os dedos. Quem viver verá. Em seguida, posou para fotos com servidores da saúde e dirigentes.
Maria Ivone, também diretora da Secretaria de Imprensa, qualificou o Bloco como uma forma bem-humorada de dizer à “população que precisamos ter uma saúde que dignifique os servidores e que atenda com qualidade. E o nosso bloco vem defender tudo isto e dizer: viva o SUS, viva a saúde brasileira que tem que funcionar de forma adequada para atender ao povo”, disse. Em relação às reivindicações da campanha nacional dos servidores, acrescentou que aposentados e ativos têm que ser tratados de forma igual, cobrando que o governo atenda às reivindicações relativas aos que já se aposentaram e aqueles que ainda não o fizeram.
O diretor Enilton Felipe, disse que o bloco dá sequência à luta pela valorização dos servidores da saúde, intensificando o pedido pela aprovação da carreira da Ciência e Tecnologia. “O Sindsprev/RJ está sempre botando o bloco na rua, usando da irreverência e da alegria do povo carioca para ajudar os servidores a alcançar seus objetivos”. O também diretor Sebastião de Souza disse que o Carnaval é um momento de descontração mas pode conjugar a diversão com reivindicações políticas. “E é isso que estamos fazendo hoje”, ressaltou. O diretor Isaac Loureiro frisou que o desfile é uma forma de pressionar o governo a aprovar o projeto também no Senado.



