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sexta-feira, março 6, 2026
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Ato unificado repudia interferência de Trump/Bolsonaro e defende soberania nacional

Com participação de representantes de mais de 200 entidades da sociedade civil que lotaram os três auditórios do Clube de Engenharia, no Centro do Rio, foi um grande sucesso o Ato Unificado em Defesa da Soberania Nacional realizado na noite desta segunda-feira (1º de setembro). Além de repudiar os ataques do governo Trump e da família Bolsonaro aos interesses brasileiros, o ato pautou as próximas mobilizações com viés democrático-popular e nacionalista que deverão acontecer para ampliar a luta em defesa da soberania nacional. No plano mais imediato, é este o caso do Grito dos Excluídos do próximo domingo (feriado de 7 de setembro), a partir das 9h, na esquina da rua Uruguaiana com avenida Presidente Vargas (Centro). Manifestação que também vai acontecer em muitas outras capitais brasileiras.

O ato unificado desta segunda (1/9) foi formalmente aberto pelo presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian. “O Brasil não aceita tutelas e imposições externas. Hoje reafirmamos que a soberania é inegociável. A mesma soberania que é uma bandeira do povo brasileiro. Hoje lançamos a semente de uma assembleia permanente pela soberania nacional”, afirmou, sob aplausos gerais do plenário.

Ato unificado pautou as próximas mobilizações do campo democrático-popular. Foto: Magá.

O ex-deputado e ex-ministro José Dirceu fez uma das mais aplaudidas e festejadas falas da noite. “Expressamos repúdio à postura indecorosa do governo dos EUA, que tenta impedir o Brasil de cumprir o seu destino, um destino que temos de tomar em nossas mãos. Foi a própria globalização que possibilitou a criação do mundo do Sul Global com o Brics. O Brasil possui três condições fundamentais, que são a sua população, o seu território e o seu produto interno bruto, superior a 2 trilhões de dólares. O Brasil é também um país que possui soberanias alimentar e energética. Neste momento, o ataque feito ao nosso país nos une, o é que muito importante, pois a extrema direita quer destruir a democracia e submeter o Brasil. Precisamos mudar o Congresso Nacional porque não basta votarmos para presidente nas eleições. Precisamos também retomar as ruas. Vamos derrotar a tese da anistia e garantir a nossa soberania”, disse.

Numa fala também marcada por forte viés crítico, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) reforçou o apelo à mobilização. “Este é um ato que marca a escalada para as ruas e o do próximo dia 7 de setembro já está sendo convocado. Nós não somos colônia de ninguém e, para nós, soberania significa soberania cultural, tecnológica, energética, econômica e política. No Oriente Médio, precisamos bater palmas à resistência palestina e pelo fim do genocídio em Gaza, pois queremos a Palestina livre. Queremos que o sionismo apoiado pelo imperialismo norte-americano seja retirado da cena nacional. Queria dizer que precisamos cassar Eduardo Bolsonaro. Para nós, o deputado Glauber Braga fica, e Eduardo Bolsonaro sai. Finalizando, lembro que esta semana será a primeira vez que o Estado brasileiro dará uma resposta aos que tentaram golpear a nossa democracia”, frisou ela, em referência ao julgamento de Bolsonaro e apoiadores pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a aplaudida fala de Jandira, o plenário entoou os gritos de “Glauber Fica” e “Sem anistia”, este último em referência a Bolsonaro e os acusados de golpismo.

Plenário reafirmou posição contrária à anistia para Bolsonaro. Foto: Magá.

Entre outras personalidades, também compuseram a mesa do ato unificado desta segunda (1/9) a colunista Hildegard Angel; o presidente da ABI, Otávio Costa; o reitor da UFRJ, Roberto Medronho; a presidente da UNE, Bianca Borges; o ex-ministro Roberto Amaral e a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ).

Documento norteador do ato desta segunda (1/9), o ‘Manifesto pela Soberania Nacional’ foi lido durante a manifestação, após a execução do hino nacional. Como uma das centenas de entidades da sociedade civil signatárias do documento, o Sindsprev-RJ também esteve presente na manifestação, por meio de seus dirigentes.

“Foi muito importante a realização deste ano no Clube de Engenharia, um ato que sinalizou a necessidade de não mais permitirmos a volta do autoritarismo e das ameaças à soberania nacional em nosso país. Não podemos aceitar que a extrema direita, o governo Trump e a família Bolsonaro continuem atacando os interesses do nosso povo e do nosso país. Esta mobilização é tão importante como foi a luta pelas diretas já”, avaliou Sebastião José de Souza, dirigente do Sindsprev-RJ.

Entre outros pontos, o texto do Manifesto é assertivo ao afirmar que a soberania nacional está sob grave ameaça. “Interesses do governo de uma nação estrangeira buscam impor restrições à nossa economia, interferir em nossas instituições e ditar os rumos do nosso desenvolvimento. Infelizmente, com o incentivo e a colaboração de brasileiros, que traem nossa Pátria, em conluio com os agressores externos, atacando a Justiça de seu próprio País”, frisa o documento, em referência às sanções aplicadas pelo governo de Donald Trump (EUA) contra as exportações brasileiras e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Dirigentes do Sindsprev-RJ que compareceram ao ato unificado pela soberania nacional. Foto: Magá.

 

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