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quinta-feira, março 5, 2026
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Ato em frente ao TJ-RJ exige justiça pelo assassinato de Julia Benette Rodrigues

Dirigentes do Sindsprev-RJ, militantes do Movimento Negro Unificado (MNU) e do Coletivo de Mulheres do PSOL-RJ realizaram na tarde desta quarta-feira (14/1), em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), uma manifestação para exigir punição pelo assassinato de Julia Benette Rodrigues. Moradora de Duque de Caxias, Julia tinha 22 anos de idade e foi morta em 16 de dezembro do ano passado por José Victor Leite Gustavo, ex-namorado da vítima, que não aceitava a separação. O crime ocorreu na frente das duas filhas de Júlia, uma delas com apenas 1 ano e 5 meses. José Victor Leite Gustavo está preso e aguardando julgamento pelo feminicídio de Julia Benette Rodrigues.

Com faixas repudiano a violência contra as mulheres, os manifestantes postaram-se em frente à entrada principal do Tribunal de Justiça, na Av. Pres. Antônio Carlos (Centro), onde discursaram com a ajuda de um carro de som do Sindsprev-RJ. A maioria das falas alertou para o aumento sem precedentes no número de feminicídios no Brasil.

Segundo dados pesquisados pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem) e divulgados em dezembro de 2025, no ano passado houve 5.582 feminicídios consumados e tentados no país, resultando em uma taxa anualizada de 5,12 feminicídios por 100 mil mulheres. Os dados mostram ainda que 68,52% dos casos registrados foram consumados e 31,48% foram tentativas.

Mãe de Julia, Janaina Benette Rodrigues se emocionou ao falar sobre o assassinato da filha. Foto: Magá.

“Pelo fato de a Justiça ser lenta é que hoje estamos aqui para chamar a atenção dos nossos políticos. Não ficaremos somente neste ano, pois o que fazemos não é apenas pela minha filha, mas por outras mulheres e outras famílias que hoje choram. Quantas mulheres mais terão que morrer para que os governantes possam tomar uma atitude? Como ficam as vítimas desses crimes? Então, estamos aqui por essas outras mulheres que foram vítimas. Alguma coisa precisa ser feita”, protestou Janaína Benette Rodrigues, mãe de Julia, que se emocionou após a fala.

“Já passou da hora de a sociedade hipócrita saber que esta situação de violência contra as mulheres não pode mais continuar. A violência contra as mulheres aumentou ainda mais porque nós aprendemos a dizer não e a afirmar a nossa autonomia para reivindicar os nossos direitos e conduzir as nossas vidas. É isto que a ideologia machista não aceita”, afirmou Mônica Cunha, ex-vereadora do RJ.

Júlia Benette Rodrigues, vítima de feminicídio.

“A violência cometida contra Julia Benette Rodrigues e várias outras mulheres não pode ficar impune. Estamos aqui hoje para exigir justiça e que crimes bárbaros como o que vitimou Julia não mais se repitam”, frisou Osvaldo Sergio Mendes, dirigente da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ.

No último dia 7 de janeiro, dirigentes da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ e do MNU compareceram ao gabinete da deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. O motivo foi acompanhar uma reunião do gabinete com familiares de Julia Benette Rodrigues.

Manifestantes prometem outros atos por justiça. Foto: Magá.

 

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