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sexta-feira, março 6, 2026
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Antônia Fontenelle comete crime de racismo e transfobia contra a deputada Erika Hilton

O diretor da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ, Osaldo Mendes, classificou como lamentável o episódio em que e influenciadora Antonia Fontenelle classificou a deputada Erick Hilton (PASOL-SP) como “preta do cabelo duro”. “Esta senhora cometeu três crimes ao criticar a parlamentar do PSOL: racismo, crime e ódio e crime de transfobia. Lamentável”, afirmou o dirigente.

Em um vídeo na internet, Fontenelle fez críticas (para ver clique aqui) ao voto contrário da deputada ao projeto de lei PL 1.112 de 2023, de autoria do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). O projeto estabelece que, em casos de crimes hediondos, o condenado deverá cumprir 80% da pena em regime fechado antes de solicitar progressão ao semiaberto.

Fontenelle concentrou as críticas em Erika Hilton. “Entre os votos contrários está o de Erika Hilton. Esperar o quê de você, né? Que tinha um nariz desse tamanho [faz sinal com o dedo] e um cabelo de preta, que é o que você é, preta, e um discurso mentiroso”, disse a atriz.

Em resposta, Erika Hilton (Psol-SP) entrou, no sábado (19/julho), com uma ação na Justiça de São Paulo contra Fontenelle. A congressista pede uma indenização de R$ 50.000 por danos morais por causa de falas publicadas por Fontenelle na 6ª feira (18/7).

Hilton é autora, entre outros projetos, da Proposta de Emenda Constitucinal (PEC) 8/25, que acaba com a escala de trabalho 6×1, protocolada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25) por parlamentares da base do governo. O texto, que estabelece jornada de quatro dias por semana e três de descanso, conseguiu o apoio de 171 deputados para começar a tramitar na Casa.

Atualmente, a Constituição estabelece que a jornada deve ser de até 8 horas diárias e até 44 horas semanais, o que viabiliza o trabalho por seis dias com um dia de descanso. Já a PEC prevê duração do trabalho normal não superior a 8 horas diárias e 36 horas semanais.

A autora da PEC, deputada Erika Hilton (Psol-SP), afirmou que já tem conversado com lideranças partidárias para que o texto seja aprovado. “Queremos saber se a Câmara vai ter interesse político e responsabilidade com a vida dos trabalhadores brasileiros. Que tenhamos condição de fazer esse debate. Algumas conversas com lideranças já ocorreram. Vamos trabalhar duramente em cima dessa proposta”, cobrou a parlamentar.

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