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sexta-feira, outubro 9, 2026
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‘Tesouraço’ atinge salário mínimo, aposentadoria, Farmácia Popular e Minha Casa Minha Vida

Flávio Bolsonaro anunciou um corte gigantesco de recursos que afetará o serviço público, sobretudo a educação e a saúde, que ele está chamando de ‘tesouraço’. Promete um corte de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Isto terá um enorme impacto sobre a área social, como parte de um grande ajuste fiscal.

A ação desta ‘tesoura’, cópia da ‘motosserra’ de Javier Milei, na Argentina, já foi vista no governo do seu pai, Jair Bolsonaro, que cortou 59% da verba da farmácia popular, suspendeu todos os contratos do Minha Casa Minha Vida; cortou 200 mil bolsas de estudo nas universidades; cancelou os reajustes do salário mínimo e aposentadorias. Flávio pretende ainda acabar com os direitos trabalhistas, já tendo dito que considera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), vela e ultrapassada. O ‘tesouraço’ vai impactar negativamente também o Sistema Único de Saúde (SUS), prejudicando servidores e a população.

Direitos negociados individualmente, sem os sindicatos – Defende, em substituição à CLT, que a definição das regras da relação de trabalho, seja feita em negociação direta entre patrões e empregados, sem a participação dos sindicatos, vistos pelo candidato como um empecilho. Defende o trabalho por hora, sem direito a descanso, ou limite de jornada, sem 13º salário, contribuição previdenciária (o que quebrará a Previdência Social), sem FGTS, férias e direito à licença pelo INSS em caso de doença.

Flávio jura que não mexe na aposentadoria, mas o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, já avisou que o objetivo é ‘revisitar a reforma da Previdência’ imposta por Jair Bolsonaro. Isso significa passar para 67 anos a idade mínima para a aposentadoria e criar contas individuais a serem administradas pelos bancos. Quem conseguir chegar a se aposentar, receberá a aposentadoria até findar o valor do dinheiro aplicado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (8) que o “tesouraço” nas contas públicas sugerido pelo adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vai pesar sobretudo para a parcela mais pobre da população.

“Fiquem preocupados, porque quando se falar em corte, significa meter a mão no bolso do povo trabalhador”, afirmou Lula ao lado de aliados, em Brasília, no QG de campanha.

A informação sobre o “tesouraço” ganhou força nesta quinta na Faria Lima com a circulação de um projeto que propõe um corte de R$ 200 bilhões em despesas já na transição de governo. Um escopo do texto teria sido apresentado a investidores em uma reunião organizada pela consultoria Eurasia ainda em setembro, conforme o jornal Valor Econômico.

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