Um novo golpe na praça atormenta os aposentados. Reportagem publicada no Estadão, nesta terça-feira (8), destaca que golpistas se passam por funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para aplicar o golpe da falsa prova de vida e roubar dados pessoais de beneficiários. As abordagens ocorrem por ligações ou mensagens de texto, sob a ameaça de suspensão do benefício. O INSS enfatiza que não solicita dados pessoais, senhas ou pagamentos por telefone para realizar o procedimento.
O golpe da falsa prova de vida é uma fraude de engenharia social e roubo de dados que usa a comprovação de vida, um procedimento verdadeiro do INSS, para obter informações pessoais ou induzir a vítima a realizar ações que podem levar a outras fraudes.
Como funciona o golpe
O golpista entra em contato por telefone ou mensagem de texto e se apresenta como funcionário do INSS ou da Central 135, serviço telefônico do órgão. Ele afirma que o beneficiário precisa realizar ou regularizar a prova de vida para evitar a suspensão ou o corte do benefício. O tom de urgência passa a ser fundamental no contato ao afirmar que o benefício pode ser suspenso ou cortado. O golpista tenta provocar medo e fazer com que a vítima tome uma decisão rápida, sem verificar se o contato é realmente do INSS.
Durante a ligação, o golpista pede que a pessoa digite uma determinada opção no telefone, como 1 ou 2, para supostamente confirmar a situação do benefício ou dar continuidade ao atendimento. A partir dessa interação, o golpista tenta obter informações pessoais ou induzir a vítima a realizar outras ações.
Por SMS ou via WhatsApp, o golpista direciona a vítima para páginas falsas. A mensagem informa que o benefício será suspenso por falta de prova de vida e orienta o segurado a acessar o link para atualizar o cadastro ou regularizar a situação. Ao clicar e preencher os dados solicitados, a vítima entrega suas informações aos criminosos.
Orientação para não fornecer dados
O INSS afirmou a reportagem que não liga para os segurados nem vai à residência deles para tratar desse procedimento e solicitar essas informações. Se receber uma ligação desse tipo, a orientação é não fornecer dados nem seguir as instruções. O beneficiário deve desligar e confirmar a situação pelos canais oficiais do INSS, como o Meu INSS e a Central 135.
Os beneficiários devem desconfiar de ligações ou mensagens que peçam dados pessoais, senhas, informações bancárias, códigos, transferências ou pagamentos para tratar da prova de vida.
Quando necessário, o procedimento pode ser informado pelo banco pagador ou pelo WhatsApp oficial do governo federal, identificado pelo selo azul de verificação. A mensagem apenas comunica a necessidade da comprovação e não solicita dados pessoais nem envia links para regularização.
A prova de vida pode ser feita na agência bancária onde o benefício é recebido, com documento oficial com foto, ou pelo Meu INSS, por biometria facial. Não é necessário comparecer a uma agência do INSS.
Golpes envolvendo a falsa prova de vida podem ser denunciados à Ouvidoria do INSS, por meio da plataforma Fala.BR, que permite denúncias identificadas ou anônimas. Caso ocorra prejuízo financeiro, uso indevido de documentos ou invasão de conta, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Para isso, manter os registros é importante para solicitar bloqueios, estornos e, eventualmente, buscar indenização.

