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terça-feira, agosto 25, 2026
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Presidente da CTB diz que fim da 6×1 deve ser aprovado antes das eleições e que reeleição de Lula é prioridade

Em uma plenária estadual com mais de 300 dirigentes sindicais da CTB, no Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (25/8), o presidente nacional da central sindical, Adilson Araújo, avaliou que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 201, que acaba com a jornada 6×1, deverá ser aprovada, agora pelo Senado, antes das eleições de 4 de outubro. Em relação ao pleito eleitoral deste ano, disse que a grande tarefa dos sindicalistas da CTB é reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), derrotando a extrema direita e seus candidatos, entre eles Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que têm um projeto de neocolonização do Brasil e de toda a América Latinha, para que os países do continente sejam submissos aos Estados Unidos (EUA) e a seus interesses.

Durante a plenária, a diretora do Sindsprev/RJ Christiane Gerardo pediu à CTB que solicitasse apoio de Lula ao Projeto de Lei (PL) 3.102/2022, que transfere os servidores dos hospitais federais do Rio de Janeiro para a carreira da Ciência e Tecnologia. A dirigente e outros diretores e servidores da base da saúde federal levaram, para a frente da plenária, uma faixa de apoio ao PL 3.102.

Fim da 6×1 e ato no Rio, no domingo (30/8) – Adilson acrescentou que as centrais sindicais e o presidente Lula têm se reunido com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), obtendo dele o compromisso de encaminhar a proposta para votação. “A PEC já está sendo analisada na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), onde o seu presidente, senador Otto Alencar (PSD-BA), indicou como relator Omar Aziz (PSD-AM). Com isto, acreditamos que o fim da 6×1 deva ser votado antes da eleição. Mas para garantir que isto aconteça é preciso aumentar as manifestações de rua”, disse.

Dirigentes do Sindsprev-RJ lembraram a luta pela aprovação do PL 3.102/2022. Foto: Mayara Alves.

O presidente da CTB do Rio de Janeiro, Paulo Farias, lembrou que está sendo convocado para o próximo domingo (30/8), no Rio de Janeiro, um grande ato no Posto 5, em Copacabana, às 10 horas. “Todos os sindicatos devem se empenhar na convocação para esta importante mobilização”, afirmou. Além de Paulinho e Adilson, participaram da mesa que dirigiu a plenária a diretora da Secretaria de Imprensa do Sindsprev/RJ Cristiane Santos e Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários.

Trump intervém nas eleições do Brasil – Voltando ao tema das eleições, Adilson Araújo lembrou que o governo dos EUA, Donald Trump, de extrema direita, vem impondo um cerco aos países da América Latina, através das mais variadas formas de pressão e espionagem, para afastar quem não se curva aos seus interesses, como fez ao invadir a Venezuela e sequestrar o presidente daquele país, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores. Acrescentou que Trump apoia candidatos da extrema direita em diversos países e se utiliza de artifícios nas redes sociais para eleger seus candidatos, fazendo isto no Brasil com apoio explícito a Flávio Bolsonaro.

Adilson frisou que a volta da extrema direita no Brasil tem que ser evitada, também, para impedir que os direitos dos trabalhadores voltem a ser atacados, como aconteceu após o golpe que derrubou a presidenta Dilma Roussef em 2016, a partir do governo Michel Temer e Jair Bolsonaro. “Com a reforma trabalhista e depois a da Previdência, foram atacados os direitos dos trabalhadores, o que voltaria a acontecer com Flávio Bolsonaro, que sempre se colocou contra a classe trabalhadora, sendo um exemplo, atual, a articulação que vem fazendo contra a aprovação da PEC que extingue a jornada 6×1”, lembrou Adilson.

Evento lotou o auditório do Sindicato dos Comerciários. Foto: Mayara Alves.

Ele acrescentou que outra característica dos candidatos da extrema direita é a prática da corrupção – além dos ataques a mulheres, população negra e LGBTQIA+. Voltou a lembrar que o candidato a presidente pelo PL está envolvido diretamente no escândalo do Banco Master e no da rachadinha, entre outros. “Além disto, defende os interesses dos poderosos da Faria Lima, o corte no orçamento da União, o que significa menos recursos para a educação e a saúde, impactando a vida da população. Por isto é importante que encaremos este desafio que é lutar pela reeleição de Lula, o único capaz de barrar a extrema direita e o seu projeto que vai contra a soberania do país e contra a classe trabalhadora”, afirmou.

Acrescentou não adiantar apenas a reeleição de Lula, sendo necessária também a eleição de deputados e senadores para ajudar Lula a governar, tirando do Congresso Nacional, parlamentares que boicotam o governo e os trabalhadores. “Com isso vamos garantir que Lula possa fazer mais do que fez. É preciso melhorar a qualidade de vida da população, através da geração de emprego e renda, e, através de investimento num serviço público de qualidade, o que só se vai conseguir tendo um país soberano que possa se desenvolver com autonomia, o que não vai acontecer se estiver submisso aos Estados Unidos, como quer Donald Trump e Flávio Bolsonaro”, frisou.

Pedro Paulo, não! – Várias dirigentes sindicais, entre elas Christiane Gerardo, do Sindsprev/RJ; Kátia Branco, do Sindicato dos Bancários; e Miriam Queiroz, do Sindicato dos Servidores de Macaé, se colocaram contra a candidatura ao Senado, do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Todas lembraram que o candidato foi denunciado pela mulher por tê-la agredido. Christiane criticou Lula por ter defendido em comício no Rio, o voto em Pedro Paulo, apoiado por Eduardo Paes, candidato ao governo do estado, aliado de Lula.

“Nosso voto não pode ser dado a um agressor de mulher. Nosso voto tem que ser em Benedita da Silva e em Mônica Benício”, afirmou Christiane, citando candidatas de esquerda ao Senado. Miriam, por sua vez, acrescentou que Pedro Paulo não pode ter o voto dos trabalhadores, também, por ser o relator da reforma administrativa, que retira direitos dos servidores, sendo um ataque ao serviço público e à população.

Presidente da CTB-RJ, Paulo Farias também discursou. Foto: Mayara Alves.

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