O Sindsprev-RJ promove nesta quarta-feira (26), às 11h, a Assembleia Estadual dos Cedidos do Ministério da Saúde. O evento será na sede da entidade (Rua Joaquim Silva, 98, auditório do 3º andar – Lapa). Na ocasião, serão discutidos os problemas enfrentados pelos trabalhadores no dia a dia, como a insalubridade de alguns servidores, o adicional-noturno e o reajuste na rubrica judicial referente à ação da gratificação proporcional (GDPST), além de debater a precariedade estrutural, a precarização de serviços, o choque de gestão decorrente de processos de transferência e a descentralização da rede federal.
A diretora do Sindsprev-RJ Maria Ivone Suppo, do Ministério da Saúde, cedida ao Hospital Carlos Tortelly (Niterói), unidade municipalizada, considera a assembleia uma forma de reorganizar a categoria.
“Quando reorganizamos a categoria, estamos fortalecendo a defesa dos nossos direitos porque estamos dentro dos municípios, mas nosso vínculo é federal. Nossa vida administrativa é discutida em uma mesa de negociação a nível federal. Prestamos serviço ao município, mas, volto a dizer, toda a vida administrativa é no Ministério da Saúde. Para que a gente possa enfrentar os desafios, cobrar o cumprimento de acordos e garantir as condições dignas de trabalho precisamos nos reorganizar. É por isso que estamos chamando a assembleia estadual dos cedidos, que é organização e reorganização dos cedidos” analisou.
A dirigente sindical ressaltou a importância da participação dos cedidos de todos os municípios para que o Sindsprev-RJ tenha ciência dos problemas enfrentados pelos trabalhadores.
“Essa Assembleia será fundamental para sabermos das dificuldades que os companheiros de outros municípios estão enfrentando. E intervir naquilo que for de nossa competência enquanto dirigentes sindicais. Tem servidor que pode estar sendo assediado. Não estou dizendo que está, estou dizendo que pode. Então, só reunindo a categoria é que vamos ter ciência do que acontece em todos os municípios. E é uma forma de fortalecimento do trabalhador porque o trabalhador que está dentro do sindicato tem quem o represente”, avisou.
Maria Ivone frisou ainda a importância da força coletiva. “Quando nós trabalhadores do Ministério da Saúde nos organizamos, deixamos de enfrentar de forma individual os problemas por que passamos e construímos uma força coletiva para reivindicar nossos direitos. Isso é através de uma entidade sindical que, no nosso caso, é o Sindsprev-RJ. E nós temos essa ferramenta para nos representar. Então convido os companheiros para participar da assembleia. Para estarem presentes nas atividades. Vamos para a assembleia, vamos nos reorganizar, vamos dizer: somos cedidos, mas estamos aqui. Somos do Ministério da Saúde, somos servidores federais e estamos juntos, unidos e fortes”, concluiu Maria Ivone Suppo.

