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terça-feira, agosto 4, 2026
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Servidores fazem Jornada de Lutas pela aprovação de projetos do interesse da categoria

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), o Fórum das Entidades das Atividades Típicas de Estado (Fonacate) e o Fórum das centrais sindicais estão convocando uma Jornada de Lutas, de 10 a 13 de agosto. A ideia é realizar mobilizações em Brasília e nos estados para a aprovação do PL da Negociação, da previsão de verba no PLDO para cobrir os resultados econômicos da negociação com o governo e da PEC 201 da redução da jornada de trabalho.

Para travar a votação destes projetos, o Congresso Nacional vem deixando de colocar estas propostas em análise nas comissões e no plenário da Câmara e do Senado. O artifício mais recente nesta direção foi a decisão de esticar a volta do recesso parlamentar do dia 3 para 10 de agosto. Por isto a importância da participação de todas as categorias de trabalhadores nas mobilizações em Brasília e nos estados no dia 10 de agosto pela aprovação da redução da jornada. Já os servidores federais fazem uma jornada de lutas com mobilizações de 10 a 13 de agosto.

João Paulo Ribeiro, o JP, representante da CTB no Fórum das Centrais Sindicais, falou um pouco mais sobre a Jornada. “De 10 a 14 é a semana de esforço concentrado do Congresso. As centrais estão envidando todos os esforços pela aprovação do fim da 6×1. E também na aprovação do PL 1.893 da negociação dos servidores públicos. Inclusive tem uma audiência pública sobre o assunto no dia 11”, adiantou.

Avaliou que os servidores públicos trarão muita gente para esta audiência em Brasília. Acrescentou que o relator do projeto – André Figueiredo (PDT-CE) – apresentou um novo texto, mais sucinto, que será avaliado pelas centrais, devendo ser votado em 11 de agosto. “Queremos resolver esta questão na Câmara, para depois ver aprovada a matéria também no Senado, na semana de esforço concentrado que vai de 31 de agosto a 4 de setembro”, explicou.

Negociação dos servidores – Além da PEC da redução da jornada, já aprovada pela Câmara, e que se encontra travada no Senado, por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e dos partidos de direita e extrema-direita, aguarda aprovação o Projeto de Lei (PL) 1.893/2026. O PL institui regras que garantem a negociação coletiva no serviço público e não foi votado em julho por falta de acordo entre o governo, o relator André Figueiredo (PDT-CE) e as centrais sindicais.

Outros itens importantes são a garantia de previsão de verbas no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLDO) de 2027 que cubra os itens econômicos resultantes das negociações entre as entidades sindicais dos servidores públicos e o governo federal, e o projeto de lei que passa a considerar crime os atos de misoginia (atos de ódio contra as mulheres).

PLDO – Com relação à negociação coletiva, está prevista a realização de uma audiência pública na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) da Câmara dos Deputados. O debate, intitulado “Por que não temos negociação coletiva para os trabalhadores dos serviços públicos no Brasil?”, acontecerá em 11 de agosto de 2026 (terça-feira), às 10 horas, por iniciativa da Deputada Federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), após requerimento apresentado com base na provocação institucional da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Fonasefe, Fonacate e centrais sindicais.

Já o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027 encontra-se na Comissão Mista de Orçamento e deve ser votado pelo Congresso Nacional após o recesso parlamentar. Ainda não há data definida. O PLDO é a proposta enviada pelo governo ao Poder Legislativo para definir as metas fiscais, as prioridades de gastos e as regras do orçamento para o ano seguinte, servindo de base para a criação da Lei Orçamentária Anual (LOA). O texto enviado em abril apresenta travas do Novo Arcabouço Fiscal, que ameaçam congelar salários, restringir benefícios e engessar as carreiras do funcionalismo no próximo ano.

Uma das travas do PLDO é o artigo 130 que estabelece um teto de 0,6% acima da inflação como limite para o aumento real das despesas com pessoal. Esta trava impede na prática qualquer possibilidade de recomposição salarial, uma vez que o próprio crescimento vegetativo da folha de pessoal já atingiria esse teto.

Jornada de Lutas dos Servidores

10 e 11/8 – Concentração no Anexo 2 da Câmara dos Deputados, às 9 horas; dia 11, às 16 horas, audiência pública, “Por que não temos negociação dos servidores públicos no Brasil?”
10/8 – Dia de Luta convocado pelas centrais sindicais pela redução da jornada de trabalho.
12/8 – Das 8 às 13 horas, 20º Encontro Nacional dos Aposentados e Pensionista do Mosap, no Auditório Nereu Ramos. E, às 9 horas, concentração no Anexo 2 da Câmara dos Deputados.
13/8 – Concentração o Anexo 2 da Câmara dos Deputados.

Clique aqui para saber mais sobre o Encontro dos Aposentados e Pensionistas (https://sindsprevrj.org/servidores-aposentados-e-pensionistas-fazem-seu-20o-encontro-dia-12-de-agosto/)

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